Quando começa a Reforma Tributária e por que sua empresa não pode esperar para se preparar

Consultoria Tributária Por Thalis Nicotte 3 de julho de 2026 Leitura de 9 min
Quando começa a Reforma Tributária e por que sua empresa não pode esperar para se preparar

Entenda o cronograma e prepare sua empresa do Simples Nacional com segurança.

Introdução

Quando começa a Reforma Tributária é uma dúvida urgente para empresários do Simples Nacional que querem evitar decisões de última hora.

Atualmente, muitos donos de empresas ainda acreditam que só precisam agir quando o novo imposto aparecer no boleto. Contudo, essa visão pode custar caro.

Afinal, a Reforma Tributária já começou do ponto de vista legal, e a preparação prática precisa acontecer antes dos maiores impactos chegarem ao caixa.

Quando começa a Reforma Tributária na prática?

Primeiramente, a Reforma Tributária começou com a promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023. Portanto, ela já faz parte do sistema jurídico brasileiro.

Contudo, a implantação será gradual. Assim, o empresário precisa entender que a Reforma não começa em um único dia, pois ela avança por fases.

Além disso, a transição exige preparação antecipada. Afinal, notas fiscais, sistemas, preços, contratos e créditos tributários precisam ser analisados antes da cobrança plena dos novos tributos.

O que a Reforma Tributária muda no sistema atual?

Antes de tudo, a Reforma altera a tributação sobre o consumo no Brasil. Atualmente, empresas lidam com tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Com a Reforma, esses tributos serão substituídos gradualmente por CBS e IBS. Assim, o país passa a caminhar para uma lógica de IVA Dual.

Em outras palavras, a CBS será o tributo federal sobre bens e serviços, enquanto o IBS será o tributo estadual e municipal. Dessa forma, a operação da empresa passa a exigir uma nova leitura fiscal.

O Simples Nacional acaba com a Reforma?

Não. O Simples Nacional não acaba com a Reforma Tributária. Portanto, o empresário não deve tomar decisões com base em medo ou boato.

Conforme a legislação das microempresas e empresas de pequeno porte, o Simples continua como regime favorecido. Entretanto, isso não significa que nada muda para quem paga DAS.

Nesse sentido, a empresa do Simples precisa avaliar como IBS, CBS, créditos tributários, notas fiscais e preço afetarão sua operação. Assim, o regime continua, mas a estratégia precisa evoluir.

O que acontece em 2026?

Em 2026, a Reforma entra em uma fase de teste e adaptação operacional. Portanto, esse ano deve ser tratado como período de preparação séria.

Nesse momento, empresas começam a lidar com informações relacionadas aos novos tributos nos documentos fiscais, conforme as regras de transição. Assim, sistemas, cadastros e rotinas precisam passar por revisão.

Além disso, 2026 será decisivo para empresários do Simples Nacional entenderem seus clientes, fornecedores, margens e contratos. Afinal, quem organiza a casa antes negocia melhor depois.

O que a empresa deve fazer em 2026?

Primeiramente, a empresa deve organizar seus dados fiscais e financeiros. Sem dados confiáveis, nenhuma simulação tributária funciona bem.

Em seguida, o empresário precisa separar vendas para pessoa física e vendas para pessoa jurídica. Afinal, empresas B2B podem sofrer mais impacto por causa dos créditos tributários.

Além disso, a empresa deve revisar cadastro fiscal, sistema emissor de notas, contratos e formação de preço. Dessa maneira, ela reduz risco de erro e aumenta sua capacidade de decisão.

O que muda em 2027?

Em 2027, a Reforma avança para uma etapa mais concreta, principalmente com a entrada efetiva da CBS e do Imposto Seletivo. Portanto, o impacto financeiro começa a ficar mais visível.

Para empresas do Simples Nacional, esse momento exige atenção especial. Afinal, será necessário acompanhar como IBS e CBS serão tratados dentro ou fora da sistemática simplificada.

Nesse sentido, a empresa não deve esperar 2027 para estudar cenários. Pelo contrário, ela deve chegar a esse período com simulações, cadastros revisados e estratégia comercial definida.

O que acontece de 2029 a 2032?

De 2029 a 2032, ocorre a transição gradual de ICMS e ISS para o IBS. Assim, estados e municípios entram de forma mais intensa na mudança.

Essa fase pode afetar empresas de comércio, indústria e serviços, principalmente aquelas que operam com clientes e fornecedores em diferentes cidades ou estados.

Além disso, negócios que dependem de benefícios fiscais, logística, centros de distribuição ou contratos regionais precisam estudar impactos. Portanto, a análise não deve ficar restrita ao valor do imposto.

O que muda em 2033?

Em 2033, o novo sistema estará plenamente implementado. Portanto, a substituição dos tributos atuais sobre consumo estará consolidada.

Contudo, esperar até 2033 para agir seria um erro. Afinal, os impactos operacionais e comerciais podem surgir muito antes da conclusão da transição.

Por isso, a empresa precisa usar os anos anteriores para testar cenários, revisar contratos, ajustar preços e preparar equipe. Assim, ela evita decisões apressadas no momento mais sensível.

Por que empresas do Simples devem se preparar agora?

Embora o Simples continue, empresas do regime precisam entender como a Reforma pode afetar competitividade. Principalmente, precisam olhar para clientes pessoa jurídica.

No mercado B2B, o cliente pode avaliar quanto crédito de IBS e CBS sua nota gera. Portanto, sua empresa pode sofrer pressão por desconto ou renegociação.

Por outro lado, empresas que vendem para pessoa física tendem a sofrer menos pressão por crédito. Ainda assim, elas precisam revisar custos, fornecedores, notas fiscais e margem.

Como o crédito tributário muda a decisão do cliente?

O crédito tributário permite que uma empresa aproveite imposto pago em uma compra para reduzir imposto devido em outra etapa, conforme as regras aplicáveis.

Assim, no B2B, o cliente pode comparar fornecedores pelo custo líquido da contratação. Ou seja, ele não olha apenas o preço da nota, mas também o crédito que ela gera.

Dessa forma, empresas do Simples Nacional tradicional podem precisar explicar melhor seu preço. Além disso, podem precisar simular alternativas para não perder competitividade.

A Reforma pode aumentar o imposto da empresa?

A resposta correta é: depende. Portanto, nenhuma empresa deve aceitar uma resposta genérica.

Algumas empresas podem sentir menor impacto direto, principalmente quando vendem para pessoa física e permanecem no Simples tradicional. Contudo, outras podem sofrer aumento de desembolso ou perda de competitividade.

Assim, o impacto depende de clientes, fornecedores, margem, créditos, contratos e modelo de apuração. Em resumo, a empresa precisa calcular antes de decidir.

O que revisar nos contratos?

Contratos precisam entrar no planejamento. Afinal, muitos contratos atuais foram feitos com base no sistema tributário antigo.

A empresa deve verificar cláusulas de reajuste, mudança tributária, reequilíbrio econômico e repasse de custos. Dessa forma, ela evita ficar presa em preço antigo dentro de realidade nova.

Além disso, contratos com clientes estratégicos exigem atenção redobrada. Pois, se o cliente pedir crédito maior ou desconto, a empresa precisa negociar com dados e não apenas com opinião.

O que revisar na formação de preço?

A formação de preço precisa considerar mais do que custo, margem e DAS. Com a Reforma, o empresário deve olhar também para créditos, fornecedores e custo líquido para o cliente.

Preço para empresas B2B

No B2B, o preço pode precisar refletir a geração de crédito tributário. Afinal, o cliente pessoa jurídica tende a avaliar não apenas o valor da nota, mas também o crédito gerado na operação.

Preço para empresas B2C

Já no B2C, o preço deve proteger margem caso fornecedores reajustem custos. Portanto, preço antigo pode não servir para um sistema novo.

Assim, a empresa precisa revisar a precificação antes que o lucro diminua silenciosamente.

O que revisar na emissão de notas fiscais?

A nota fiscal ganhará ainda mais importância. Afinal, os novos tributos exigirão informações corretas e cadastros atualizados.

A empresa deve revisar CNAE, código de serviço, NCM, descrição de produtos, descrição de serviços, natureza da operação e sistema emissor. Além disso, precisa acompanhar atualizações tecnológicas.

Desse modo, empresas que emitem notas com dados genéricos podem sofrer mais. Pois erro fiscal pode gerar retrabalho, questionamento de clientes e risco de perda de crédito.

Por que a contabilidade precisa participar desde já?

A contabilidade deve atuar antes da obrigação chegar. Afinal, o contador precisa ajudar o empresário a transformar lei em decisão prática.

Nesse sentido, a contabilidade analisa clientes, fornecedores, margem, contratos, créditos e regimes possíveis. Assim, ela mostra qual caminho oferece mais segurança.

Além disso, a Reforma exige visão consultiva. Portanto, o contador não deve apenas emitir guia; ele deve orientar estratégia, preço e preparação operacional.

Como montar um plano de ação?

Primeiramente, a empresa deve fazer um diagnóstico da operação atual. Ou seja, precisa mapear faturamento, clientes, fornecedores, custos, contratos e sistemas.

Simule cenários tributários

Em seguida, deve simular cenários tributários. Assim, compara Simples tradicional, eventual apuração regular de IBS/CBS e outros regimes, quando necessário.

Transforme a simulação em ação

Por fim, a empresa precisa transformar a simulação em ação. Portanto, deve ajustar cadastro, revisar preço, conversar com clientes estratégicos e preparar sistemas.

Como a Automatize Contabilidade by CLA pode ajudar?

A Automatize Contabilidade by CLA ajuda empresários do Simples Nacional a entenderem a Reforma Tributária sem complicação e sem terrorismo.

Com o propósito de gerar clareza, a Automatize apoia a empresa na revisão de clientes, fornecedores, margens, contratos, notas fiscais e cenários tributários.

Além disso, a Automatize une tecnologia, atendimento humanizado e visão consultiva. Dessa maneira, o empresário ganha segurança para decidir antes de ser pressionado pelo mercado. Entre em contato conosco aqui.

Conclusão: prepare sua empresa antes dos impactos chegarem

Em conclusão, entender quando começa a Reforma Tributária é essencial para qualquer empresa do Simples Nacional. Contudo, mais importante do que saber a data é preparar a empresa para cada etapa da transição.

Portanto, o empresário deve agir agora. Afinal, quem organiza dados, revisa contratos, ajusta preços e simula cenários atravessa a Reforma com mais segurança e competitividade.

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